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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Psicologia Econômica

Rodrigo ex marido de Viviane, no livro A Herança, faz um curso de Introdução à Psicologia Econômica para entender melhor sua tomada de decisões relativas à investimentos  na Bolsa de Valores. Após os comentários de Rodrigo sobre o curso, Viviane, a filha mais nova de Sophia se interessa pelo tema e faz o curso também.

Para falar um pouco de Psicologia Econômica recorremos ao livro Psicologia Econômica – Estudo do comportamento econômico e da tomada de decisão- Dra. Vera Rita de Mello Ferreira-Editora Campus-2008  e  também à entrevista concedida ao CORECOM.

A Psicologia Econômica nasce da necessidade, identificada por pensadores sociais, juristas, economistas e psicólogos, de acrescentar um enfoque mais abrangente à Economia, que não daria conta de explicar suficiente e apropriadamente os fenômenos econômicos, sempre influenciados pela participação humana e, consequentemente, pelas limitações, bem como movimentos, por vezes inesperados, que lhe são inerentes. ( Cap. 2 p.43)

A Psicologia Econômica pretende estudar o comportamento econômico dos indivíduos
( denominados, frequentemente, consumidores, ou tomadores de decisão, do inglês “decision makers”), grupos governos, populações, no sentido de compreender como a economia influencia o indivíduo e, por sua vez, como o indivíduo influencia a economia,
tendo como variáveis pensamentos, sentimentos, crenças, atitudes e expectativas. Portanto, ao contrário dos economistas, que desprezam as anomalias, os psicólogos econômicos fazem delas seu objeto de estudo privilegiado. (Cap.1-p.39)

Objetos de estudo da Psicologia Econômica :

  • Comportamento Econômico: poupança e previdência, crédito e endividamento, decisões domésticas e socialização econômica, compra compulsiva e meio ambiente.
  •  Análise da Tomada de Decisão no que se refere a comprar, poupar, investir, presentear, apostar, pagar impostos, etc.

Economista Herbert Simon – Prêmio Nobel de Economia em 1978-questionou a teoria da racionalidade.
Na década de 50, Simon defendeu a Teoria da Racionalidade Limitada e ganhou adeptos.

“Nós não somos plenamente racionais, nós somos limitadamente racionais.”

Sempre tomaremos decisões o mais satisfatório possível, pois não é possível pensar em racionalidade plena.

Esta teoria serve como base para estudos da Psicologia Econômica até hoje.

Em 2002 o prêmio Nobel de Economia  foi outorgado ao psicólogo  econômico Daniel Kahneman, que junto com Amós Tversky, já falecido desenvolveu importantes estudos a respeito de decisão, risco e incerteza e são considerados expoentes na área.
Sugiro o site da Dra. Vera Rita de Mello Ferreira, Representante da IAREP ( International Association for Research in Economic Psychology) no Brasil.


Como fonte de pesquisa sobre o assunto.







segunda-feira, 29 de abril de 2013

400% de diferença no preço de um medicamento.

Mês passado me vi diante de uma loja física de uma farmácia que costumo comprar na
internet sempre com bons descontos. Estava com tempo e o medicamento de uso contínuo do
meu cachorrinho que já apresenta problemas cardíacos, estava no fim. Comprei o medicamento e também alguns outros produtos de higiene e fui direto ao caixa. Tenho o hábito de ir somando mentalmente o que vou comprando e quando passo no caixa já tenho
mais ou menos uma noção do quanto vou pagar. O valor a ser pago superou minha previsão,
mas como tinha certeza que ali eu podia confiar nos bons preços, desliguei todos os
desconfiômetros e fui embora achando que talvez tivesse me enganado nas contas mentais. Já dentro do metrô sem nada para fazer, resolvi pegar a nota e dar uma olhada. Ainda bem que estava sentada. O remédio para meu cãozinho que costumo pagar cerca de R$ 7,00 custou R$ 23,00. Um preço 228% maior. Fiquei tentando entender o porquê permiti este abuso já que o valor estava maior do que eu previa e em nenhum momento me dei o trabalho de perguntar o preço do medicamento antes de pagar. A psicologia econômica explica: é o viés da confirmação . Entrei na farmácia com a crença que ali praticavam bons preços e que
medicamento genérico custa menos e assim aceitei o valor a ser pago que me passaram no
caixa sem questionar.
Este final de semana um dos medicamentos de uso contínuo acabou. Fui direto à uma
farmácia . Pedi o medicamento genérico. O balconista atencioso, logo voltou com uma
caixinha dizendo: este medicamento custa R$ 66,00 , mas está por R$ 44,00 a caixa com 30
comprimidos. Achei que havia entendido errado e pedi que repetisse. Ele confirmou e fiquei
indignada. Disse que estavam malucos pois costumo pagar por este medicamento em torno
de R$ 10,00 a caixa. O balconista então me trouxe a opção de um similar por R$ 8,80 sem a
menor cerimônia. Minha indignação aumentou. A diferença de um valor para outro é nada
menos do que 400%. Conclui que para comprar medicamentos, o melhor mesmo é a pesquisa
on line onde temos a chance de buscar o melhor preço e evitamos ficar vulneráveis ao
empurrômetro nos balcões de farmácias onde senti que a filosofia de venda é: se colar, colou!
Fique atento:
  • Medicamentos genéricos nem sempre tem o melhor preço. Pesquise marcas similares 
ou alguma promoção.
  •  Farmácias físicas mesmo das mais famosas em preços populares, oferecem o
medicamento com preço mais caro no balcão.
  • Não sendo uma emergência, pesquise preços na internet antes de comprar qualquer 
medicamento. 
1.      Opte por farmácias que além de bons preços praticam a venda fracionada evitando 
ficar com sobras que serão descartados com o tempo.

  •  E o mais importante: Cuidado com suas crenças!