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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Com essa eu não contava, e agora?




Esta semana o inesperado bateu em minha porta. Chegou sem pedir licença, abalou todas as certezas e mandou pra bem longe a zona de conforto.
Uma pessoa muito próxima e amada teve um problema de saúde e o diagnóstico poderia ser algo simples e corriqueiro ou um câncer.  Foram mais ou menos 60 horas até o diagnóstico que me fizeram perceber como literalmente de uma hora para outra tudo pode mudar e certezas caem por terra. e como diz minha Mestra em P.E. - como somos frágeis e precários!

De repente todas aquelas indignações com a crise política do país que tanto incomodam, ficaram de lado. A crise de incerteza estava dentro de casa fazendo brotar um turbilhão de pensamentos e reflexões...

Se o pior se confirmar, será que vou conseguir administrar a vida com este fato novo? Revejo quais recursos tenho e o principal neste momento é a fé. Acreditar que Deus está sempre a favor, me fortalece e embora ainda com as pernas bambas já me sinto melhor.  Além da minha fé tenho a família e juntos, enfrentar qualquer situação fica menos difícil. E ainda tenho os amigos, pessoas preciosas que com palavras e cuidados nos dão as mãos e nos deixam mais firmes para caminhar rumo à realidade.

Se o pior se confirmar e o tratamento exigir recursos financeiros, como será? Bem, ainda temos uma reserva cujo objetivo não era para isto, mas se for preciso, usaremos sem pestanejar. E se não for suficiente? Ah temos bens materiais que podem ser vendidos. Diante de determinadas situações, um carro, uma casa, ou qualquer bem material se torna apenas recurso e perde todo aquele significado de posse, propriedade, status, que ilusoriamente construímos. Nada nos pertence já que, se partirmos nada levaremos. Percebo então que o desapego não é algo que me provoque sofrimento e isso me deixa feliz.  

Se o pior se confirmar, alguns projetos de trabalho não serão possíveis. Todos os planos terão que ser mudados apesar de todo planejamento e ações. Isso é ruim? Talvez não seja. Constatar que posso mudar a rota se necessário, é liberdade !

Se o pior se confirmar como não se deixar engolir pela auto piedade já que antes mesmo de qualquer confirmação já me pego em lágrimas? Como acredito que nada é por acaso e que todos os males trazem o bem, é hora de exercitar esta crença com serenidade. Se é para o bem não há porque se abater, não há porque se entristecer.  Será uma caminhada nova que trará aprendizado, crescimento espiritual, que na verdade é o que importa, e a possibilidade de enxergar o mundo com um novo olhar. E mesmo porque, se queremos ser úteis e ajudar quem amamos, precisamos estar bem, com foco no positivo e ajudar a caminhada ser mais tranquila. 

Foram cerca de 60 horas até saber que o pior não se confirmou! 
Mas bastaram alguns minutos para fazer uma síntese do processo e constatar que estou aliviada é fato, afinal quem amo não terá que passar por esta situação, mas também agradecida pela família e amigos que tenho, mais leve pela consciência de liberdade e desapego, e fortalecida na fé. 
E se o pior se confirmasse? Não seria fácil, é fato, mas estaria pronta para enfrentar com coragem e muito amor para tornar a caminhada de quem amo, melhor.

E o que me ocorre neste momento :

Em tudo dai graças! 
                1 Tessalonicenses 5:18

E encerro com a prece da Serenidade que fala por si.



Deus,
Conceda-me a serenidade
Para aceitar aquilo que não posso mudar,
A coragem para mudar o que me for possível
E a sabedoria para saber discernir entre as duas.
Vivendo um dia de cada vez,
Apreciando um momento de cada vez,
Recebendo as dificuldades como um caminho para a paz,
Aceitando este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse;
Confiando que o Senhor fará tudo dar certo
Se eu me entregar à Sua vontade;
Pois assim poderei ser razoavelmente feliz nesta vida
E supremamente feliz ao Seu lado na outra. Amém.

Reinhold Niebuhr
Em tempo: Uma ótima Páscoa a todos e que o sentido de RENOVAÇÃO seja presente para que sua vida seja melhor a cada dia!






segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vida Simples, de compulsória à opção.

No livro "A Herança" - Sophia nos leva a repensar valores e descobrir riquezas. Aqui vamos refletir um pouco mais sobre estilos de vida simples.


Para quem não sabe, na figura acima vemos um sarilho. Mecanismo para puxar água do poço na época em que água encanada não existia.Uns 50 anos depois de chegar a água encanada em São Paulo, vivemos como se tudo sempre fosse como é. Ligamos o piloto automático e não pensamos em outra forma de viver.
Já me perguntei algumas vezes se houvesse um apagão de energia como sobreviveríamos. Com certeza iria recorrer à minha mãe (79) e à minha avó(98) para resolver alguns problemas.
Para quem viveu antes dos efeitos da revolução industrial como minha avó, seria uma vida perfeitamente possível porém outro dia, a vi nervosa porque se perdeu com os botões do controle remoto e não conseguia fazer a TV funcionar.
Nos habituamos com conforto com muita facilidade.
Na contramão desta vida moderna com tantos prós e contras, vemos pessoas optando por uma vida simples e minimalista.
Enquanto nos escravizamos para gerar renda cada vez maior para acumular bens ou status ou as cifras dos investimentos, outros abrem mão do sistema e passam a viver com o mínimo necessário.
Temos os que vivem abaixo da linha da pobreza infelizmente de forma compulsória. Sem saneamento básico , sem terra fértil para plantar e se alimentar, sem água potável, sem políticas públicas e esquecidos em algum barraco de tábuas ou barro. Não é destas pessoas que estamos falando.
Falamos de quem vive de forma muito simples por opção e feliz.
Essa é a questão: feliz.
Quando não temos opção, condições de ter uma vida melhor, mais confortável, sobrevivemos. Quando temos opção de ter uma vida ao melhor estilo capitalista mas opta-se por uma vida minimalista é no mínimo curioso. Como é possível?
A seguir, links para ler, ver e refletir. Talvez uma mudança radical não seja possível ou desejada, mas vale pensar sobre o que podemos desapegar e o que de fato vale a pena ser vivido. Coloque sua opinião aqui no Blog sobre o tema ou nos conte suas experiências.

http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/setembro/mudanca-de-habitos-faz-com-que-despesa-de-casal

http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/jovem-blogueiro-ensina-como-viver-de-forma

http://www.ted.com/talks/view/lang/pt-br//id/1238